quinta-feira, agosto 22, 2013

O Palácio da Liberdade e o seu Museu Animado




O Palácio da Liberdade (BH/MG) inaugurado no último dia 29 de julho, conta os fatos históricos através do acervo exposto. Os móveis, porta-retratos e as paredes foram utilizados e interagem através de espelhos e outros recursos multimídia com o público. A trajetória dos governantes mineiros é recontada em um espaço que é a sede simbólica do governo de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Além das paredes e mobiliário, um piano e um telefone são utilizados na exposição animada. O Palácio da Liberdade – a casa onde trabalharam e viveram dezenas de políticos recebe a exposição permanente “ Palácio da Liberdade – Memórias e Histórias”. O espaço já está aberto à visitação desde 04 de agosto depois de uma reforma. A exposição permanente poderá ser visitada aos sábados, domingos e feriados, com percurso de uma hora em média.

                Exposição Animada
    
Há vídeos com animações, filmagens em película para aparentar gravações antigas, e até um piano entoando sem parar “Será o Benedito?”. A expressão surgiu na década de 1930 quando o nome do político mineiro Benedito Valadares estava entre os cotados para assumir o governo do estado.  Tudo funciona com sensor de movimento.

          “Já vejo as meninas com língua-de-sogra a recepcionar a oposição. Não duvide disso”, diz o arquiteto Oscar Niemeyer ao governador Juscelino Kubitschek, em conversa ao telefone. O diálogo fictício é reproduzido pelo aparelho, localizado em um dos 30 cômodos do Palácio. A queixa do futuro presidente do Brasil era a de viver e trabalhar no mesmo local, tarefa dificultada pela presença das filhas pequenas. Após reclamar, Juscelino pede para o amigo arquiteto projetar a nova morada dos governadores ao pé da Serra do Curral, o atual Palácio das Mangabeiras.

            Dezesseis ex-governadores, todos mortos, são relembrados nas salas do museu. Um dos  destaques é o  quarto, onde Bias Fortes - o primeiro morador do Palácio da Liberdade, conversa com os presentes. Uma sala, propositalmente sombria relembra o plano de alçar os militares ao poder, no Golpe de 1964 e, mais à esquerda, Tancredo Neves é destacado como símbolo da redemocratização do Brasil.

            “A ideia de museu não se encerra aí”, diz  Maria Eliza Linhares Borges responsável pela pesquisa histórica que levou  cerca de cinco meses . O interesse é de que o conteúdo disponibilizado alcance um grande público e o próprio museu  possa ser visitado por excursões de estudantes.



            A arquitetura do museu

            O prédio de arquitetura neoclássica possui afrescos de diversas influências como o art nouveau e arte árabe. Há também pinturas simbolizando as quatro estações e os ideais de fraternidade e liberdade, de acordo com Bruno Mitre -  o  curador do Palácio da Liberdade. A escadaria em ferro batido é a peça de maior destaque. Ela foi fabricada na Alemanha sendo trazida para o Brasil e montada em Belo Horizonte.
            O mobiliário, no que diz respeito às cadeiras e móveis de muitas das salas e, sala de jantar é em estilo Luís XVI.

Palácio da Liberdade – Memórias e Histórias
Local: Praça da Liberdade, s/nº,
Bairro dos Funcionários, Belo Horizonte – MG    
Curadoria: Marcello Dantas
Pesquisa: Maria Eliza Linhares Borges        
Visitação: sábados, domingos e feriados

            Texto: Marjane de Andrade
            Fotos: Sec. Estado de  Minas Gerais/Divulgação